23/08/2017 às 09h20min - Atualizada em 23/08/2017 às 09h20min

Três mil policiais militares reforçarão a segurança nas ruas do Rio

Secretaria de Segurança anunciou mudanças no Programa de Polícia Pacificadora

Ascom Seseg

A Secretaria de Estado de Segurança anunciou, terça-feira (22), mudanças no Programa de Polícia Pacificadora. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) permanecerão nas comunidades, e serão subordinadas operacionalmente aos batalhões. As mudanças permitirão o reforço de 3 mil policiais militares no patrulhamento ostensivo nas ruas do Rio de Janeiro.

– Realizamos um diagnóstico de todas as Unidades de Polícia Pacificadora. A conclusão que chegamos é que todas serão mantidas na sua essência. Vai ser possível colocar nas ruas do Rio, nas áreas dos batalhões, três mil policiais sem que isso prejudique qualquer atividade operacional das UPPs – disse o secretário de Segurança, Roberto Sá, durante coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

As UPPs dos Complexos da Penha e do Alemão serão transformadas em um Batalhão de Polícia Pacificadora, formando uma nova Área Integrada de Segurança Pública (AISP) junto com a 45ª DP (Complexo do Alemão). A Coordenadoria de Polícia Pacificadora será o órgão de definição das diretrizes do programa, subordinado ao Comando-Geral da Polícia Militar.

- A articulação com a Polícia Civil vai aumentar, uma vez que agora tudo faz parte da mesma Aisp e nós temos o Sistema Integrado de Metas, em que há reuniões periódicas entre batalhões e delegacias e as UPPs estarão agora nessas reuniões mais do que já era recomendado estar, aumentando essa interlocução. Nós vamos perseguir o diálogo o tempo todo, como sempre foi preconizado - ressaltou Sá.

As melhorias são resultados de um estudo realizado pela Polícia Militar. O levantamento foi requisitado pelo Conselho Permanente de Avaliação e Deliberação (CPAD) da secretaria, criado para avaliar o Programa de Polícia Pacificadora.  Após verificar a necessidade de aproximação entre as unidades operacionais e pacificadoras, a análise do emprego do efetivo detectou que policiais das UPPs estão empenhados em atividades que já existem nos batalhões. Logo, o reforço de policiais nas ruas não irá retirar policiais empenhados em atividade-fim de patrulhamento nas comunidades ou dedicados a projetos sociais. 

- No momento em que nós perdemos cerca de cinco policiais militares por dia e que não podemos fazer contratações, conseguir colocar mais 3 mil homens nas ruas reforçando o patrulhamento ostensivo é extremamente importante - afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, Wolney Dias.

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