15/03/2017 às 09h43min - Atualizada em 15/03/2017 às 09h43min

Vacina contra febre amarela pode fazer parte do calendário de vacinação do estado

- Direto da Redação

Divulgação

Diante das ações de combate à febre amarela feitas no estado, a deputada estadual Ana Paula Rechuan (PMDB) fez uma indicação à Secretaria de Estado de Saúde para que a vacina contra a febre amarela passe a integrar o calendário estadual de vacinação, ampliando sua oferta e divulgação. A sugestão foi feita durante Audiência Pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), realizada na manhã desta terça-feira, dia 14 de março.

 

A deputada também solicitou que os municípios da região Sul Fluminense – que compõem o cinturão de imunização – continuem sendo priorizados, uma vez que fazem divisa com Minas Gerais e Espírito Santo, onde houve confirmação de casos da doença. Para ela, é importante que tanto os profissionais de saúde como a população estejam bem informados para que a vacinação seja feita de forma correta. 

- Na região das Agulhas Negras houve um êxodo de moradores da zona urbana que foram se vacinar na zona rural, com isso, o morador que realmente precisa ser imunizado por estar mais exposto ao vírus, teve problemas em encontrar a vacina perto de casa. Então tanto a população quanto o profissional de saúde precisam receber informações adequadas – comenta Ana Paula Rechuan. 

A partir desse mês toda a população do estado do Rio passará a ser vacinada contra a febre amarela. No entanto, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, ressaltou que essa é uma medida preventiva, uma vez que não há casos confirmados da doença no Rio. Sendo assim, não há motivo para pânico. De acordo com Chieppe “a expectativa é de vacinar cerca de 12 milhões de pessoas até o fim do ano”. Até agora foram notificados 36 casos suspeitos no estado do Rio, porém nenhum foi confirmado. A Secretaria de Estado de Saúde também mudou a definição de caso da doença para realizar um diagnóstico mais sensível. 

- Anteriormente a definição feita pelo Ministério da Saúde levava em consideração sintomas como febre acompanhada dos sinais de gravidade da doença, como comprometimento renal e manifestações hemorrágicas. Nós mudamos isso. Agora, para notificar casos suspeitos é necessária a presença de febre acompanhado de dois ou mais sintomas, como dor de cabeça e dor nas articulações, tornando a detecção da doença mais sensível - pontuou o subsecretário. 

VACINAÇÃO E PREVENÇÃO – Até hoje, um milhão de pessoas já foram vacinadas em todo o estado do Rio. Entre as formas de prevenção à febre amarela estão a vacinação, evitar o vetor transmissor da doença, controle do vetor urbano (Aedes Aegypti), notificação compulsória, investigação dos óbitos e uso do repelente, principalmente por gestantes, que não podem se vacinar.

A população pode ter acesso ao repelente eficaz contra o Aedes Aegypti pagando mais barato. A Lei 7.213/16 de autoria da deputada Ana Paula Rechuan em conjunto com a bancada feminina da Alerj inclui o repelente na cesta básica, tornando-o mais barato.

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