12/12/2016 às 10h53min - Atualizada em 12/12/2016 às 10h53min

Vida em Sociedade - Direitos e Deveres

João Carlos de Barros Filho - Direto da Redação

Na atualidade, mais que nunca, devemos lembrar que nós seres Humanos não apenas vivemos, nós verdadeiramente convivemos. É importante tomarmos consciência desta condição, especialmente no momento atual em que estamos convivendo. Por isso, devemos entender que deixamos de ser apenas mais um integrante da população e passamos a ser necessariamente CIDADÃOS.

Lembremos sempre que “Viver é Conviver”. E só se convive verdadeiramente sendo Cidadão, uma pessoa no exercício dos seus Direitos e Deveres. Este exercício é a Cidadania em sua plenitude, a única forma sustentável de manter a nossa Sociedade.

Passamos a ser um protagonista na construção da sociedade em que convivemos, por direito e por dever. Somos, agora, mais que nunca, sujeitos de Direitos e de Deveres. E exercê-los fará toda a diferença.

 Esta mudança, não pode ser somente de nomenclatura, ela só fará toda a diferença quando bem entendida e exercida por todos nós. Não somos mais apenas “uma pessoa” que vive na sua comunidade, na verdade em virtude do tamanho e da complexidade de nossas sociedades, somos agora Cidadãos que ao interagirem com os outros Cidadãos e com outras Instituições Públicas ou Privadas temos o Dever de respeitar o coletivo e o Direito exigir o respeito à nossa individualidade.

É importante percebermos que toda vez que nos relacionamos com outros Cidadãos ou com outras Instituições, do ponto de vista da convivência social, estaremos sempre em um relacionamento de Direitos e Deveres.

É desta percepção que nasce a consciência de Cidadania. Que é convivermos com respeito à regras básicas de convivência, aceitando sempre que onde acaba nosso direito começa o do outro, ou mesmo, até onde eles podem caminhar juntos e, sabermos também, onde existe o nosso dever pode não existir o dever do outro.

Não é uma questão de se conhecer Leis para conseguirmos conviver exercendo direitos e cumprindo deveres. O que devemos nos conscientizar é sempre colocarmos em primeiro plano que a nossa convivência social somente será viável se buscarmos respeitar a convivência com os outros não sendo egoístas em nossas atitudes. É primeiro uma questão de bom senso e de busca de uma convivência que prioriza a pacificação social mediante a solução mais justa para o coletivo, e não individualista.

Não devemos deixar de exercer nossos Direitos. Uma vez que façamos valer a lei para o nosso caso, estaremos levando melhorias para toda a sociedade. Será mais ordem na convivência entre todos, é o efeito pedagógico da aplicação da lei no exercício do direito, reduzindo os desrespeitos a todos os outros Cidadãos.

Mas, antes de tudo, lembremos, a Vida em sociedade é uma Convivência, e para sua sustentabilidade precisamos ser Cidadãos, devemos exercer nossos Direitos e cumprir nossos Deveres. Primeiro, consciente de convivermos de forma pacífica e harmoniosa respeitando os limites da convivência com os outros, não pensando somente nos nossos interesse, em prejuízo dos outros. Segundo, exercendo sempre nossos Direitos e Deveres mesmo que quando necessário buscar o Poder Judiciário.

Finalmente, é urgente entender que, se agirmos de forma egoísta não pensando na convivência com os outros, apenas pensando nos nossos interesses individuais, tornaremos a Sociedade cada vez mais insustentável. Mas, ao contrário, se fizermos a nossa parte, cumprindo nosso Dever em respeito a convivência com os outros e, ainda, exigindo nossos Direitos quando desrespeitados, estaremos construindo uma Sociedade melhor para nós e para nossos descendentes.

Dr. João Carlos de Barros Filho.

Advogado OAB-RJ 115.967

Pós-graduado em Direitos do Consumidor pela FGV

Pós-graduado em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho

Formado em Administração de Empresas

Tel: (24) 992944208  WhatsApp      

Email: advjoaobarros2@gmail.com

www.facebook.com/ADVOGADOJOAOBARROS

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