25/10/2016 às 12h26min - Atualizada em 25/10/2016 às 12h26min

O IDEB

Fernando Marlos - Direto da Redação

Olá leitores,

Hoje vamos falar de escolas e do IDEB.  

Segundo o Ministério da Educação, IDEB é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), formulado para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino.

                          Segundo as informações contidas no site do Ministério da Educação, o IDEB funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação pela população por meio de dados concretos, com o qual a sociedade pode se mobilizar em busca de melhorias. Para tanto, o IDEB é calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo INEP. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente.

                          A cada dois anos as avaliações são realizadas nas escolas do Brasil inteiro no mesmo dia e horário com uma organização e tremendo rigor. Quando saem os resultados as escolas que ficam abaixo das metas estabelecidas pelo governo federal são premiadas com verbas federais para que possam se estruturar e melhorar a qualidade do ensino para a próxima avaliação.

                         Mas e as escolas que ficam acima das metas, que conseguem manter o padrão de ensino? Estas não recebem nenhuma verba para que o ensino continue bom. Que incoerência, não é? O governo federal cria uma competição e não investe em igualdade de condições para as escolas.

                          Mas se o Governo Federal não premia, poderia o Governo do Estado e as Prefeituras Municipais de todo o país remunerarem as escolas com prêmio em dinheiro para professores e funcionários, com materiais didáticos, computadores novos, material esportivo, construção de laboratórios de ciências, quadras cobertas ou com ações para as escolas que iriam melhorar e manter a qualidade do ensino.

                   Mas isso não acontece em nosso Brasil. Muitas prefeituras fazem uma enorme propaganda na mídia com as notas alcançadas, mas se esquecem de premiar os alunos e os professores que são os atores principais deste espetáculo chamado IDEB. Seria o momento de maiores investimentos na educação através de ações que iriam servir para estimular os alunos a quererem estudar mais, aos professores de manter o compromisso de lecionar com satisfação, e da escola de poder crescer e melhorar o seu ensino.

                          Até hoje não tivemos nenhum gestor público no país que pudesse criar e manter este compromisso para que as escolas pudessem receber novas motivações para melhorar a qualidade de ensino. Seria o início de se querer melhorar a educação nacional.

                         Se o governo federal deseja fazer uma reforma na educação, poderia começar agora criando algumas destas ações, ao invés, de tentar excluir do Ensino Médio, várias disciplinas como Educação Física, Arte, História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Mas ainda há tempo para o governo federal, governos estaduais e municipais se redimirem e realizarem o tão sonhado estímulo para os profissionais da educação e alunos.

                        Resta saber quem será o primeiro governante a valorizar as escolas depois de receber a nota do IDEB. Vamos aguardar e esperar pelo que virá.       

Até a próxima.

 

Prof. Fernando Marlos

- Graduado em Educação Física – UniFOA

- Pós-Graduado em Ciências do Treinamento Desportivo de Alto Nível – UFRRJ

- Pós-Graduado em PIGEAD (Planejamento, Implementação e Gestão de Educação à Distância) – UFF

- Pós Graduado em Ensino de Ciências e Matemática - IFRJ

        

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